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13 Fevereiro 2017

Empresa implanta chips em trabalhadores para controlar acessos

A Newfusion, uma empresa belga de marketing digital, implantou chips subcutâneos do tamanho de um grão de arroz em oito empregados, com o propósito de servir como "chave" de identificação para abrir portas e aceder aos computadores da firma. O chip é implantado na mão do funcionário, entre o polegar e o indicador, e custa à empresa cerca de 100 euros.

Os oito trabalhadores que receberam os microprocessadores aderiram à ideia de forma voluntária. Houve quem se opusesse, tendo os homens sido mais recetivos do que as mulheres. A Newfusion acabou por oferecer uma alternativa: usar um anel que cumpre a mesma função que o chip.

Ninguém é obrigado a aceitar este método, segundo explicou o diretor, Vincent Nys, à televisão VRT, mas há quem o tenha feito.

A ideia não é nova, foi já aplicada em países como os EUA ou a Suécia, mas está a gerar controvérsia. Estima-se que, por todo o mundo, cerca de 10 mil pessoas tenham implantados chips do género.

O método "radical" tem alarmado as organizações de defesa dos direitos humanos, levantando questões relacionadas com a vida privada, a saúde e o risco de vigilância permanente dos trabalhadores.

É a primeira vez que se utiliza na Bélgica uma tecnologia deste tipo, prática corrente há muitos anos nos Estados Unidos, principalmente entre funcionários hospitalares. No entanto, estados norte-americanos como o Wisconsin e a Califórnia decidiram proibir o seu uso.

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