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1 Fevereiro 2017

Ama doa parte do fígado para salvar menina de 1 ano de quem toma conta

Kiersten Miles, de 22 anos, que vive em Nova Jersey, nos Estados Unidos, foi contratada para cuidar de três crianças e acabou por ser determinante para salvar a vida de uma delas: a pequena Talia Rosko, de apenas 1 ano e 4 meses, diagnosticada com uma doença hepática rara que pode ser fatal.

Em junho de 2016, a menina entrou para a lista de espera para uma doação, já que a sua única esperança seria receber um novo fígado.

Kiersten tinha sido contratada pouco tempo antes para cuidar de Talia e dos irmãos, passando a acompanhar de perto o drama da família à procura de um doador.

A ama apegou-se tanto à menina que poucas semanas depois resolveu fazer um teste de compatibilidade, para verificar se poderia ser a doadora. Para a felicidade de Kiersten e alívio da pequena Talia, o resultado foi positivo.

Os pais, surpreendidos, disseram: "Kiersten isto não é como doar sangue, isto é mais sério. Tens que conversar com os teus pais".

Antes da cirurgia, foi dito a Kiersten que ela não seria capaz de doar novamente, mesmo se um dia ela tivesse um filho na mesma situação e fosse compatível. Nem isso a demoveu.

No passado dia 11 de janeiro, depois de toda a papelada resolvida, as duas entraram na sala de cirurgia e Talia recebeu parte do fígado da ama numa operação que durou 14 horas no Hospital da Universidade da Pensilvânia.

Com esta ação, Kiersten nunca mais poderá fazer outra doação do género, mas afirma que valeu a pena e mudou a sua perspetiva sobre a vida: "É um sacrifício tão pequeno quando pensas que estás a salvar uma vida. Alguns médicos diziam que ela possivelmente não chegaria aos dois anos de idade. Tudo o que eu precisei de fazer foi passar uma semana num hospital e ganhar uma marca de 12 centímetros".

A mãe de Talia, Farra Rosko, diz que "não há palavras boas o suficiente para agradecer o que ela fez por nós".

Ainda em recuperação, Kiersten dedica a sua energia a divulgar esta situação e a aumentar a consciência da necessidade de mais doadores de órgãos.

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